6.7.06

cegonhas e pessoas

Esta é a curiosa, observadora... mas quem a espreita somos também nós...
Quando observamos, somos observados e isso é interessante pois faz parte do processo de nos moldarmos e ajustarmos uns aos outros, de crescermos como seres humanos...


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uma cegonha atenta...









Esta foto de uma cegonha - empoleirada como gostam de estar, elegante e atenta como elas são - é para os meninos de Ribamar (do Blogue "Ventos da Mudar" que está aqui mesmo ao lado...). A sua professora continua a interagir com os alunos mesmo com estes de férias, ou seja, continua a alimentar-lhes a sua imaginação, a motivá-los a estarem atentos ao mundo que os rodeia, fomentando e sustentando a sua curiosidade e vontade de saber.
Mais uma das muitas provas de que os professores são algo bem diferente dos "maus da fita" do estado da nossa educação. Posted by Picasa

21.6.06

Tenho um amigo que fica muito preocupado quando repara que não se lembra da maior parte do que lhe aconteceu na vida... e eu passo a vida a lembrar-lhe que o que é importante é que viveu.
Talvez por eu sempre ter tido problemas de memória (ou de me desculpar com isso para justificar as notas negativas em História) acabei por descobrir formas de viver bem com essa 'falha'.
Mas neste nosso mundo pequenino à beira mar plantado, e ainda mais pequenino no que se refere à escola...

(e aqui incluo o que é dito, comentado por todos, sobre o que é e o que devia ser como se fosse assim uma mera coisa de senso comum sobre a qual todos têm a resposta milagrosa para o que os outros lá deveriam fazer...)
... parece que a memória é vista como algo fundamental que se tem de ginasticar...
(com quê? com quem? para quê? para ir aonde? os papagaios também têm boa memória, não é?!)

E deve ter sido por isso que, à pouco, me lembrei de vir aqui partilhar o encontro com uma entrada num outro blog intitulada
Aprender a Esquecer: competência necessária na sociedade da informação
Que coisa boa encontrar parceiros, mesmo que nos pareçam contrariar o que seria mais 'natural'!

18.6.06

Um gato a sonhar?
Vale a pena ver este pequeno filme de animação e sonhar também...
Aqui fica o link http://riba.dalbiez.com/index.htm

Apetece voar com eles mas para onde?

18.5.06

De vez em quando há algo que nos ajuda a retomar encontros de que gostamos mas de que às vezes parece que nos afastámos.
Às volta com a necessidade de enviar uma foto que me pediam, re-encontrei as minhas imagens de Cabo Verde. Ou antes dos meus amigos da Praia e de S. Martinho...

Como me soube bem rever, recordar o bem que lá me sentia, os afectos que trocámos. Voltei a certificar-me que me considero de lá, lembrei-me da estranha sensação que tenho sempre que piso aquela terra no aeroporto. Quando lá chego "estou em casa" o meu corpo parece que se pacifica com muita coisa e reconhece que ali sou eu!
Aqui ficam alguns dos meus amigos de lá (que hoje já são bem mais crescidinhos). Embora um deles já não esteja connosco para mim continua a ser um dos meus amigos queridos.

17.5.06

Gosto de ursos, decididamente! E não é só dos brancos, estes estavam à mão e gosto destas posturas.


Como também gosto de vacas, das leiteiras com os ubres cheios quando vão de volta ao estábulo ao fim do dia,... e das castanhas de trabalho que têm grandes chocalhos que inundam os montes e vales das Beiras com uma sonoridade funda, cheia e calma,
...mas não das chocas que vão dar voltas nos Campos Pequenos que por aí abundam!

Mas também gosto de gatos como já se deve ter notado por aqui!

Que relação estranha de bichos! Porque será que os coloco todos no mesmo saco, ou antes no mesmo post???
Há momentos em que os bichos são bem mais acolhedores, fiáveis, directos...

14.5.06


Continuando a pensar em viagens e no meu gosto pela vivência de viajante, voltei a um livro de que gosto particularmente Não Lugares: Introdução a uma antroplogia da sobremodernidade de Marc Augé.
"Enquanto prática dos lugares e não do lugar, o espaço procede, efectivamente, de uma dupla deslocação: do viajante, bem entendido, mas também, paralelamente, das paisagens de que ele nunca consegue captar senão algumas vistas parciais, 'instântaneos', adicionados, sem qualquer ordem, na memória, e literalmente recompostos na narrativa que os descreve ou no encadeamento dos diapositivos cujo comentário impõe aos que o rodeiam. A viagem (...) constrói uma relação fictícia entre o olhar e a paisagem (...). O espaço do viajante seria, assim, o arquétipo do não-lugar." (pg. 92)
Neste excerto surge um conceito - o de 'não-lugar' - com o qual tenho uma relação ambígua que ainda não entendi. Atrai-me o conceito embora, em geral, me irrite a necessidade de falar de alguma coisa em oposição a outra. Por outro lado, atraiem-me o tipo de espaços que o autor classifica de não-lugares embora também os viva com algum desconforto. Aí as pessoas são anónimas, parecem não ter história, estão de passagem sem querer desenvolver vínculos, laços,... são, aparentemente, peças não-sociais. Mas são, também, aparentemente ou virtualmente tão livres, quase sem sentirem o tempo!

E o que é que ligará o texto com a imagem???? Nada, a não ser apetecer-me ligá-los!

Será que tem de existir um sentido para tudo???